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O peixe é um vertebrado inferior,
adaptado ao seu meio ambiente: a água. O seu
formato varia muito de família para família,
mas é geralmente fusiforme para maior e mais
rápido deslocamento na água. As barbatanas
servem, basicamente, para locomoção através
da propulsão e podem também ser usadas
como estabilizadores. Possui a pele geralmente coberta
por escamas. Para a respiração, absorvem
o oxigênio dissolvido na água, por meio
de brânquias. Tem um cérebro pequeno, um
sistema nervoso rudimentar e alguns órgãos
especialmente desenvolvidos, tais como os órgãos
cutâneos, principalmente os da chamada LINHA LATERAL,
que lhes permite perceber a mínima vibração
na água, mudança na temperatura ou a presença
de qualquer obstáculo. O efeito é semelhante
ao aparelho de um radar.
Os
peixes, utilizam as brânquias para através
dela retirar o oxigênio da água. A água
e sugada pela boca, com o opérculo fechando ao
mesmo tempo, impedindo o refluxo, a boca é então
fechada e músculos da parede da boca bem como
da faringe e cavidade opercular se contraem para bombear
a água para as brânquias e para fora do
corpo, pela abertura opercular. Algumas espécies
garantem o fluxo de água pelas brânquias
mantendo a boca aberta enquanto nadam. Basicamente este
é o modo respiratório da maioria das espécies,
com raríssimas exceções.
O seu olfato é apuradíssimo,
fazendo com que pressintam a presença de alimentos
a grandes distâncias.
Os peixes não têm glândulas
salivares e a língua é geralmente insignificante,
visto não existir uma mastigação
dos alimentos, mas possuem nervos gustativos bem desenvolvidos,
pelo que o alimento não só deve saciar-lhes
o apetite, como também deve proporcionar-lhes
variedade.
A sua visão, devido ao formato
do seu globo ocular e sua córnea achatada, é
rudimentar. Só enxergam até uma pequena
distância. Tem a possibilidade de diferenciar
as cores, mas mal distinguem as formas dos objetos.
Não tem sensação de distância
ou perspectiva, já que sua visão é
monocular, por ter um olho de cada lado da cabeça.
Alguns peixes são totalmente cegos, faltando-lhes
por completo os órgãos da visão.
O ouvido pouco serve para audição.

O tubo digestivo é semelhante
ao do homem: a seguir à boca encontra-se o esôfago,
que se alarga para formar o estômago, continuando
depois com o intestino, até terminar no ânus.
Nos Ciprinídeos não existe estômago,
o que é compensado por um intestino mais comprido.
É no intestino, sob a ação
das secreções do pâncreas e do fígado,
que os alimentos são transformados e absorvidos
pelo sangue, sendo as substâncias assim obtidas
distribuídas por todo o corpo.
A BEXIGA NATATÓRIA é
um órgão característico dos peixes
e encontra-se na metade ventral do corpo. Pode desempenhar
várias funções, das quais o equilíbrio
hidrostático é a mais importante. O corpo
do peixe, sendo mais denso que a água, tem tendência
a ir para o fundo. É o que acontece nos peixes
de fundo, em que a bexiga natatória se encontra
pouco desenvolvida e, por vezes, ausente.
Para que o peixe se possa manter em
equilíbrio estável a qualquer profundidade,
a presença da bexiga natatória que, pela
sua dilatação ou contração,
determina a posição do peixe no meio líquido.
Pode também contribuir para melhorar a audição,
servindo como caixa de ressonância.
Em alguns peixes primitivos a bexiga
natatória desempenha o papel de pulmão,
permitindo efetuar um respiração aérea
acessória. Essa parece ter sido a função
inicial da bexiga natatória. Certas doenças
podem atacar a bexiga natatória e os peixes enfermos
perdem o equilíbrio. Na maior parte dos casos
a doença é incurável, pelo que,
quando isso acontecer no aquário, é melhor
retirar os peixes afetados de seu aquário.
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