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Vida no Aquário - Editora Três
Dizer que os alimentos são dados
aos peixes apenas para matar a fome é simplificar
um dos pontos fundamentais dentro do aquarismo. A alimentação,
logicamente, é responsável pela reposição
das energias dos peixes, mas suas funções
vão bem mais além. Ela também garante
a manutenção da saúde dos espécimes,
permitindo que seus organismos desenvolvam-se adequadamente
deixando-os em condições de se reproduzirem
bem.
Um peixe bem nutrido não é,
de maneira nenhuma, aquele que recebe uma grande quantidade
de comida. Para que cresça sadio e resistente
à doenças , mantendo-se assim continuamente,
sua dieta deverá ser antes de tudo muito bem
equilibrada. Assim, se deve fornecer os elementos básicos
para o bom desenvolvimento do organismo (sais minerais,
vitaminas, proteínas, etc.) e em doses equilibradas.
Aliás, a quantidade dos alimentos
a serem servidos é uma questão de grande
importância e que merece ser observada com bastante
atenção. É necessário fazer-se
um cálculo para fornecer aos peixes uma dose
que seja consumida em mais ou menos cinco minutos, aproximadamente.
Alimentos em excesso no aquário só irão
prejudicar a vida dos exemplares, pois quando isso ocorre,
os restos de comida acabam entrando em processo de decomposição,
turvando a água e alterando seu pH. Se após
uma “refeição” você
notar que ainda sobrou alguma coisa, não deixe
que isso fique no aquário para que seja eventualmente
consumido posteriormente. O melhor a fazer é
realizar uma sifonagem, evitando a decomposição
e suas conseqüências nocivas.
Cardápio Variado
Cada tipo de alimento possui suas próprias
qualidades. Apresentando em sua composição
uma quantidade maior ou menor deste ou daquele elemento.
Assim, fica óbvio que não adianta nada
ministrar somente um determinado tipo de comida, pois
desta forma a dieta ficaria restrita a apenas alguns
nutrientes. Mesmo as rações industrializadas,
compostas de misturas balanceadas de vários elementos,
se usadas por um período muito prolongado, acabam
trazendo alguns problemas aos peixes.
A melhor opção então
é combinar alimentos diferentes e variar o cardápio.
Agindo dessa forma, seus peixes irão receber,
com certeza, tudo o que é necessário para
manter a saúde em dia e as cores brilhantes.
Além do que, evita-se que os exemplares se acostumem
à uma única comida, recusando-se a aceitar
posteriormente qualquer outra. Isso se torna problema
quando, por exemplo, o alimento a que se habituaram
não for mais encontrado no mercado.
Antes de tentar formular um cardápio
para seus peixes, faça um levantamento de suas
características alimentares, procure conhecer
suas necessidades nutricionais, quais são os
alimentos sua preferência, existem peixes que
se alimentam quase que exclusivamente de algas, plantas
e matéria vegetal, já outros são
carnívoros, em razão disto se faz necessário
conhecer bem a espécie que você cria para
fornecer a alimentação mais adequada.
Recomenda-se que a alimentação
seja oferecida aos peixes de duas à três
vezes ao dia na parte da manhã e da tarde. No
entanto, algumas espécies necessitam receber
um número maior de refeições e
outras, de hábitos noturnos, irão procurar
alimentos à noite.
Sem dúvidas o alimento mais
indicado para se oferecer aos peixes é o alimento
vivo. Além de possuírem maior valor nutritivo
mantém vivo o instinto “predador”
do peixe, mas como nem sempre é possível
fornecer este tipo de alimentação tente
pelo menos fazer com que ela seja a mais fresca e natural
possível, hoje em dia é encontrado no
mercado especializado diversos tipos de alimentos secos,
congelados e desidratados, é uma ótima
opção para estar sempre fornecendo alimento
de qualidade e alto valor nutricional aos peixes, dentre
estes alimentos podemos citar: artêmia salina
congelada ou desidratada, minhocas desidratadas, tubifex
desidratado dentre muitos outros.
Existem algumas espécies, principalmente
de água-salgada, que apresentam uma certa dificuldade
para aceitar a alimentação logo que são
colocadas no aquário. Para casos assim, será
necessário muito tempo e dedicação
por parte do aquarista, até que o peixe esteja
bem ambientado e comece a comer normalmente.
Dependendo do estágio biológico
que se encontra o exemplar, haverá uma certa
exigência com relação à alimentação.
Para alevinos, por exemplo, normalmente são oferecidos
infusórios, gema de ovo cozida e desidratada
ou alimento industrializado em pó, alimentos
possuidores dos nutrientes mais indicados para esta
fase. Já na época da reprodução,
recomenda-se que os futuros pais recebam alimentos vivos,
pois desta forma os resultados do processo serão
bem melhores.
Tipos de alimento
Entre os alimentos vivos, os mais usados
pelos aquaristas são as dáfnias, enquitréias,
artêmias, tubifex e minhocas. No grupo dos alimentos
vegetais, destacam-se as algas, alface, espinafre cozido
e outras verduras, servidas geralmente fervidas e em
pequenos pedaços. Coração de boi
e fígado cozido também são muito
utilizados na dieta de peixes carnívoros, porém
apresentam o inconveniente de turvar a água do
aquário. Além disso, há também
as rações industrializadas em flocos e
os alimentos preparados em casa, onde são misturados
pequenos crustáceos, farinha de peixe, espinafre
cozido e outros ingredientes. Basta apenas separar,
entre todas essas alternativas, qual ou quais grupos
são os mais indicados para os peixes que você
possui.
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